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sábado, 29 de agosto de 2015

Greve de Professores Indígenas Paralisaram todas as escolas Indígenas de Roraima em Agosto de 2015






Profesores indígenas da rede Estadual de Educação Paralisaram suas atividades no dia 11 de Agosto de 20015, a principio vieram participar da macha dos povos indígenas realizado todos os anos pelo Conselho Indígena de Roraima CIRR, Porém toda categoria filiada a (OPIRR) Organização dos Professores Indígenas de Roraima mobilizaram toda a categoria para fazer uma greve geral por tempo indeterminado, uma vez que a Secretaria de Educação retirou o texto Original do Plano Estadual de Educação que contemplava a Modalidade Educação Indígena, além de pedir Concurso público Especifíco e diferenciado para professores indígenas, e materiais básicos e didático, merenda para todas as escolas, os professores elaboraram 50 itens de reivindicações para o Governo do Estado e ainda exigiram a saída imediata da Secretária SELMA MULINARI, irmã da governadora. A governadora Suely Campos recebeu por três vezes as lideranças indígenas no Palácio do governo, mas as negociações não chegaram a nenhum acordo, pois Suely não abre mão de sua irmã na Secretaria de Educação, ou seja, não irá exonerá-la. O desembargador Mauro Campelo decretou que a greve dos Professores é ilegal, e pediu que os salários dos professores grevistas seja descontados, Fontes seguras dizem que esse desembargador tem ligações fortes com o Governo de Suely, uma vez que sua esposa é cargo comissionado da CER (Compania de Energia de Roraima), chegando a ganhar mais de 10 mil reais por mês.
Todas as Escolas indígenas estão paralisadas, e todos os povos indígenas de Roraima estão reunidos desde o dia 11 de Agosto na praça do centro civíco com suas caravanas, com professores, alunos, tuxauas e outras lideranças, cono os povos Macuxi, Wapixana, taurapang, Waiwai, Ingaricó, yanomami. Os indígenas protestam todos os dias em frente ao Palácio do governo, na Assembléia legislativa, no tribunal de Contas do Estado, e principalmente em frente a Secretaria de Educação, que ao saber do protesto a Secretaria manda fechar os portões da SEED, Com cadeados e correntes, e um grande aparato de policiais cicis e militares, cães etc. O clima não esta nada bem, as negociações não avançaram e as conversas não chegaram a nenhum lugar. Senadores de Roraima ja interviram, mas estão querendo convencer os indígenas a voltarem para as comunidades para que a governadora atenda aos pedidos, a estratégia do governo é que com a intervenção da Senadora do PT, Angela Portela, convença os lideres indígenas filiados ao PT a convencer outros lideres a retroceder e aceitar as propostas do governo retornado para as suas bases dando fim a greve. estratégia essa que não atingiu seus objetivos, pois os professores que não tem partidos não aceitam intervenção politica no movimento Indígena. A greve vai continuar por tempo indeterminado, no último discurso de lideranças na última quinta depois que sairam do palácio, lideranças do movimento endureceram o discusso "se ela diz que não esta brincando de ser governadora, nós também não estamos brincando de ser professores"(...)
" Essa praça agora é nossa, ficaremos aqui até quando nossos direitos forem respeitados e valorizados". "Ficaremos em greve por tempo indeterminado nem que nossos salário forem cortados, nem que o ano letivo seja comprometido".
A governadora disse aos professores indígenas no último encontro que o Assunto da exoneração da Secretária Selma, sua irmã estava encerrada e não queria nem que tocasse mais no assunto, e os lideres relataram que ela com sua arrogância e prepotência batia o tempo todo na mesa com o ar de superioridade tentando intimidar os Indígenas. Essa novela está longe de acabar, pois a governadora não aceita exonerar sua irmã, uma vez que ela é a mentora intelectual do seu governo.
Nas Campanhas de 2014,  a Governadora nunca pisou pelas comunidades indígenas, seu marido o ex governador Neudo Campos era que fazia o papel de pedinte, prometendo mundos e fundos, inclusive no segundo turno Neudo e Telmário Mota Prometeram remuneração para todos os tuxauas das comunidades indígenas, e essa governadora ta aí no poder com a maioria dos votos das comunidades indígenas, e o troco agora é esse, perseguição, humilhação, arrogância, prepotência. nada como um dia após o outro, esse governo acabou de dar um tiro na Própria cabeça com as comunidades indígenas. quatro anos passa rapidinho..

quinta-feira, 30 de abril de 2015

CANAIMÉ ASSASSINO CRUEL O SERIAL KILLER DO LAVRADO


            Mortes misteriosas sem nenhuma explicação sempre assombraram as comunidades indígenas do Estado de Roraima, é grande a preocupação de lideranças em torno desse mal que a cada dia torna-se algo inexplicável, misterioso, sobrenatural. Os indígenas de Roraima o denominam como CANAIMÉ, um ser Lendário, uma entidade maligna que mata a alma dos parentes sem nenhuma piedade, com a finalidade de Comer o corpo de sua vitima depois que esta entra em estado de decomposição.
            Os Antigos pajés contaram que esse ser Perverso, se originou dos Espirítos dos antigos Pajés que viveram aqui na terra e praticaram muita maldade e suas almas não conseguiram subir para o céu e vagam eternamente continuando a praticar a maldade. Para descansar adormece em uma planta que os antigos chamavam de TAJÁ. Para continuar praticando a maldade o Espiríto do mal precisa de um hospedeiro em forma humana para poder continuar atuando, é exatamente aí que entra o Homem que ao achar a planta torna-se um Canaimé, capaz de assumir formas não humanas como porco, macaco, onça, manbira, tamanduá entre outros, por isso é mais conhecido como rabudo por assumir formas de animais.
            Muitos parentes já morreram vitíma desse ser Maligno, o canaimé  pode ser considerado um serial Killer, pois mata sua presa sempre da mesma maneira. Ataca  sua vitíma colocando ela em uma espécie de transe, e uma vez adormecida o canaimé mata por empalamento, colocando galhos e folhas no ânus da pessoa, corta sua língua, quebra o pescoço e juntas. Depois do ataque a vitíma torna ao normal como se nada tivesse acontecido, porém de nada se lembra e sua alma já está morta que depois de muita febre alta a vitíms do ataque do canaimé perece e morre. Depois de alguns dias os rabudos retornam onde o morto foi enterrado e comem o corpo putreficado do cadáver.
            Nada e nem ninguém Jamais comprovou cientificamente da real existência do Canaimé. Nos relatos orais dos antigos da comunidade, apenas um bom pajé era capaz de identificar um homem que incorporava esse espiríto e somente ele podia mata-lo usando suas forças sobrenaturais. Nos dias atuais os bons pajés estão em extinção, ou já foram extintos, o canaimé para a sociedade dita civilizada é algo victício, invenção dos indígenas para tentar amedrontar fazendeiros nas décadas passadas. Enquanto isso basta aos irmãos indígenas pedir proteção para os deuses indígenas Makunaíma, Insikiran, Aninkê e Maruai.

sábado, 25 de abril de 2015

COMUNIDADE TABALASCADA: 10 ANOS DE LUTA E CONQUISTA PELA TERRA


















Acusados de Tentar Matar Canaimé na Raposa serra do Sol São Julgados na Comunidade Maturuca

Valmir da  Silva Lopes um dos indígenas acusados de tentar matar outro índio em Janeiro de 2013, no Município de Uiramutã, Nordeste de roraima, alegou durante seu depoimento no Jurí popular indena que ocorreu nessa quinta feira (23) que o crime aconteceu, pois ele e seu irmão, Elzio da Silva lopes estavam se defendendo contra o espiríto maligno denominado 'Canaimé'. Elzio que também é Réu no caso, confessou aos jurados que golpeou o pescoço da vitíma com uma faca de "cortar laranja". O Jurí começou na manhã desta quinta feira na comunidade de Maturuca na terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada no município onde ocorreu o crime.
  Segundo o Tribunal de Justiça de Roraima "TJ/RR", o julgamento é inédito no Brasil, pois ocorre em área indígena e o Jurí é composto exclusivamente por índios. Desde que o caso chegou a público a defesa foi afirmou que o crime foi motivado pela crença dos Réus de que a vitíma ANTONIO ALVINO PEREIRA estava 'denominada'. pelo espiríto da entidade maligna 'Canaimé'. O Jurí que aconteceu de forma tranquila pela manhã, ficou tenso durante o depoimento de Elzio.
   Ao ser perguntado por qual motivo desferiu um golpe de faca contra a vitíma Elzio respondeu que o fez 'porque foi ameaçado'. O Promotor do caso Diego Oquendo, questionou Elzio sobre a tese do 'Canaimé'. O Réu foi orientado por seu advogado a não responder mais pergunta. Diante disso, a promotora se recusou a fazer novos questionamentos e o depoimento de Elzio foi encerrado.
    Durante a oitiva do segundo Réu, Valdemir da Silva Lopes, ele esclareceu que estava com seu irmão e um terceiro homem, que é testemunha ocular do fato, no bar onde o crime ocorreu, ele afirmou que a vitíma chegou "puxando conversa" é que a mesma mantinha "postura agressiva". no depoimento, Valdemir afirmou que a Vitíma havia dito ao terceiro homem que "matava crianças, oque teria gerado desconfiança nos irmãos". Valdemir relatou ainda durante o depoimento que cerca de um mês antes da tentativa de homicidio, um lider indígena e uma criança havia sido assassinado pelo 'Canaimé', pois, segundo ele tinha marcas no percoço e folhas na gargantas, algo caracteristico da entidade, conforme a crença dos indígenas, diante da informação do homem que Antônio Pereira seria um Assassino, os irmão concluiram que a vitíma estava dominada pelo espiríto maligno e o atacram com uma faca. Encerrando o depoimento dos Réus, o Jurí seguiu com os debates do Ministério Público de Roraima e da defesa dos acusados da tentativa de homicidios.


JULGAMENTO
30 indígenas, sendo 5 suplentes, das étnias macuxi, ingaricó, Patamona e Taurepang foram escolhidos para participarem do Jurí e na manhã desta quinta, 7 foram sorteados para compôr o quadro de jurados. Segundo o Juíz responsável pelo caso, Aluízio Ferreira os lideres indígenas da região se reuniram em assembléia e optaram junto pelo jurí popular. "em dezembro do ano passado, pelo menos 270 foram favorávelis a Audiência, a realização do Jurí é resultado de uma escolha coletiva, não é etnocentrismo ou imposição.

O júri foi presidido pelo juiz Aluízio Ferreira Vieira, titular da comarca de Pacaraima, na acusação o promotor Carlos Paixão e na defesa dos réus o defensor público José João e a advogada Thaís Lutterback. O corpo de jurado foi composto por indígenas da região, por ordem de sorteio.
A sessão que começou às 9 horas terminou às 23 horas, e resultou na absolvição do réu ELZIO.S e a pena de reclusão de três meses por lesão corporal leve do réu ALVINO.L, e responderá o processo em liberdade.
O juiz Aluízio Ferreira Vieira, diz que decidiu junto com a comunidade levar o julgamento para dentro da terra indígena, no intuito de respeitar a tradição cultural dos indígenas.
“Por ser um crime doloso contra a vida seria levado a julgamento por um júri popular na sede de Pacaraima, com jurados não índios. No entanto, verificando o mérito do processo propriamente dito, e também a razão alegada pelos réus para praticar a tentativa de homicídio contra outro indígena, decidimos faz o júri dentro da comunidade, com todo corpo de jurados composto por índios”, disse o magistrado.
 Segundo o coordenador das Serras Zedoeli Alexandre o júri foi definido em parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima e várias lideranças indígenas para que a sessão acontecesse dentro de uma terra indígena. Para ele, o julgamento “conforme a lei dos brancos” reforçará a importância da forma de justiça dos indígenas que não buscam só a punição dos agressores, mas também para que essa pessoa não ofereça mais riscos à comunidade.
“Nós queremos nossa autonomia e que a nossa lei seja respeitada, pois, nas comunidades indígenas quem agride outra pessoa ou comete algum crime, além de ser punido, tentamos recuperá-lo com trabalhos comunitários e até mesmo, se for o caso, o banimento da comunidade, além do afastamento da família que pode durar anos”.
De acordo com o coordenador, essa forma de julgamento e punição  está prevista no artigo 231 da Constituição Brasileira e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “ é uma reivindicação antiga dos indígenas ao Governo Federal e a Justiça Brasileira  para reconhecer as formas indígenas de julgamento e punição”, pontuou Zedoeli.
A princípio, o crime divulgado na mídia foi relacionado ao Canaimé, no qual a vítima figurava como se fosse essa entidade que é conhecida pelos indígenas como muito brava e perigosa que se manifesta geralmente por meio de animais ou até mesmo pessoas estranhas. O que durante o julgamento foi descartado tanto pela defesa, quanto pela acusação.
O promotor de Justiça Carlos Paixão disse que vai recorrer da decisão e questionou a escolha dos jurados e destacou ainda, que utilizar a absolvição com o argumento de Canaimé abre precedentes para outros crimes.
“Absolver pessoas que matam utilizando a figura do canaimé vai autorizar que outros criminosos mantenham essa questão dizendo que foi por culpa do canaimé,  e isso é muito subjetivo”, enfatizou.
Para o tuxaua do Maturuca e assessor dos tuxauas da região das Serras, Jaci de Souza esse crime específico não está relacionado ao Canaimé e sim ao consumo de álcool pelos envolvidos e segundo ele é necessária maior fiscalização dos órgãos competentes para coibir essa prática.
“Já denunciamos há anos a preocupação quanto à venda bebida alcoólica nos bares do município do Uiramutã para os indígenas, pois se bebida fizesse bem, isso não teria acontecido. Vivemos numa região que faz fronteira com a Guiana e outra coisa que nos preocupa também é à entrada de drogas na região”, frisou.


CANAIME
    Segundo a Antropóloga Leda Litão Martins, 'Canaimé' é um ser maligno. "é uma entidade muito poderosa que tem corpo fisíco e pode viajar longas distâncias. Uma pessoa pode ser ou pode virar um Canaimé. Ninguém conhece o Canaimé, ou você é ele ou você é "vitíma" dele, explicou.
Blog Roraima de Fato

FONTE: G1/RR
RÁDIO MONTE RORAIMA

terça-feira, 24 de março de 2015

Primeiro Juri Popular Indígena do Brasil será Realizado em Roraima

Réus Alegam que tentaram matar um Canaimé (um espiríto do mal na crença Indígena) o julgamento será no dia 23 de Abril de 2015.


MATURUCA

A Comarca de Pacaraima do Tribunal de Justiça de Roraima  (TJ/RR) Irá realizar no dia 23 de Abril de 2015, o Primeiro Juri popular do País de um crime cometido em Comunidade Indígena com Reús e vitimas Indígenas. O que motivou o crime, foi uma tentativa de homicidio na Reserva Raposa Serra do Sol, foram questões culturais. O fato inédito poderá ter cobertura da TV Justiça.
Os Réus cometeram o atentado justificando que a vitíma é um Canaimé, considerado pela crença indígena como um espiríto do Mal. o Juiz da comarca de Pacaraima, Aluízio Ferreira, afirmou que a justificativa dos acusados é que a vitíma já havia matado dois membros da mesma comunidade, onde sofreu o atentado. Ferreira acredita uqe a convicção cultural dos réus, será utilizada pela defesa, os réus tentaram matar a vitíma sob a alegação de que ela seria o espiríto do Mal. Como isso é uma crença indígena, provavelmente será utilizadas como justificativa, ressaltou o Juiz.
O julgamento ocorrerá na comunidade do MATURUCA, situada na região da terra indígena Rsposa Serra do Sol, no Município de Uiramutâ. O local é considerado Síbolico e importante na defesa das Comunidades Indígenas na época da Demarcação e Homologação da Reserva e onde está situado Monumento que lembra tal fato Histórico. O Juiz da comarca de Pacaraima Aluízio Ferreira, explicou que Autoridades indígenas foram consultadas antes da intervenção da Justiça.
Em Dezembro do ano passado Nós nos reunimos com os representantes das cercas de 300 com unidades da Região. Na ocasião, mais de 270 lideranças concordaram com a realização do Julgamento, explicou.

FONTE: JORNAL FOLHA DE BOA VISTA MARÇO DE 2015.