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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Assembléia Geral da Opirr na comunidade do ARAÇA /AMAJARÍ 2011

essa é a comunidade indígena do Araça localizada no Municipío de Amajarí, palco da XXVII Assembléia Estadual da OPIRR organização dos professores indígenas de Roraima. esse ano de 2011 a Organização completa seus 30 anos de criação sempre lutando pelas causas da educação escolar indígena de Roraima, essa que vem ganhando grandes espaços dentro do Estado de Roraima. A assembléia teve como pauta a discussão das reivindicações feita na última assembléia que aconteceu em canauanim em setembro de 2010 e também para eleger o novo coordenador da OPIRR e para indicar o nome de um professor para assumir a Divisão de educação indígena.. a /assembléia reuniu 1.413 pessoas de diferentes povos macuxi, wapichana, yanomami, taurepang, waiwai e outros.

terça-feira, 15 de março de 2011

FAMÍLIA DE INDÍGENA É MANTIDA REFÉM NA COMUNIDADE CANAUANIM EM RORAIMA COM SUSPEITA DE SEREM CANAIME

UMA FAMÍLIA DE WAPICHANAS DA COMUNIDADE INDÍGENA CANAUANIM RORAIMA VIVEU MOMENTOS DE TERROR NO DIA 09 DE MARÇO DE 2011. A COMUNIDADE LIDERADO POR SEU TUXAUA RIVANILDO FIDÉLIS CADETE FEZ UMA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA PARA ACUSAR ESSA FAMÍLIA DE PRATICAR BRUXARIA E DE TER EM SEU PODER PLANTAS (TAJÁ) QUE ESTÃO ATACANDO JOVENS DA COMUNIDADE E TAMBÉM ACUSOU OS CHEFES DA FAMÍLIA DE SEREM CANAIMÉS.
       SEGUNDO O TUXAUA E AS FAMÍLIAS QUE ESTÃO SENDO AFETADAS ELES TEM PROVA SUFICIENTE PARA PROVAR QUE ESSA FAMÍLIA ESTÁ PRATICANDO MALDADE DENTRO DA COMUNIDADE, E ESSA PROVA ESTÁ BASEADO NAS VIDÊNCIAS FEITA POR ALGUNS MACUMBEIROS E TAMBÉM PELA SESSÃO DE PAJELANÇA FEITA POR UM PAJÉ MACUXI QUE VEIO DA COMUNIDADE INDÍGENA DO JACAREZINHO REGIÃO DE NORMANDIA, ESSE MESMO PAJÉ ARRANCOU DIVERSAS PLANTAS NA COMUNIDADE ALEGANDO SER DESSA FAMÍLIA. OS SUPOSTOS CANAIMÉS DA COMUNIDADE CANAUANIM SÃO OS WAPICHANAS OLIVEIRA, SUA  ESPOSA JAQUELINE, SEUS FILHOS JOÃO PAULO, OLIVEIRA FILHO, PEREIRA, E SUA FILHA FRANCINETE, OUTROS SUSPEITOS SÃO ERNESTO QUE MORA NA CASA DE OLIVEIRA, SUA ESPOSA VALDÉLIA, CLEBER EX CAPATAZ DA COMUNIDADE E OLIVEIRA MACUXI.
        TODOS OS CITADOS FORAM COLOCADOS DIANTE DE UM TRIBUNAL PERANTE A COMUNIDADE. OS MAIS EXALTADOS QUERIAM SENTECIAR A FAMÍLIA A PENA DE MORTE, FAZER UMA GRANDE FOGUEIRA E JOGAR TODOS DENTRO E QUEIMÁ-LOS VIVOS. OLIVEIRA QUE É CONHECIDO NA COMUNIDADE COMO BACURAL FOI AGREDIDO DIVERSAS VEZES PARA ASSUMIR SUA CULPA DIANTE DA COMUNIDADE, ELE POE SUA VEZ NEGOU TODAS AS ACUSAÇÕES E DISSE QUE NUNCA PRATICOU ESSAS MALDADES. O MAIS ESTRANHO DISSO TUDO É QUE ENQUANTO ESSA PESSOAS ESTAVM SENDO JULGADAS, ALGUNS JOVENS DA COMUNIDADE INCORPORARAM ESPIRITOS MAUS E ACUSAVAM BACURAL DE ESTAR PRATICANDO ESSAS MALDADES, AO TODO FORAM QUINZE JOVENS QUE SE DIZIAM ESTAR POSSUÍDOS PELOS ESPIRITOS DAS PLANTAS QUE ERAM DE BACURAL E SUA FAMÍLIA.
         O TUXAUA DA COMUNIDADE JUNTO COM SEUS LIDERES DECIDIRAM MANTER A FAMÍLIA REFÉM ATÉ QUE FOSSE DESCOBERTO TODA A VERDADE, POIS A NOITE IRIA TER UMA SESSÃO DE PAJELANÇA E TERIA A PRESENÇA DE SETE LIDERES ESPIRITUAIS ENTRE PAJÉS, ACUMBEIROS, REZADORES, VIDENTES ETC. A NOITE A TORTURA PSICOLOGICA CONTINUOU, NENHUM MEMBRO DA FAMÍLIA PODERIA DORMIR, NÃO TIVERAM NEM O DIREITO DE IR ATÉ SUA CASA, NEM PEGAR NADA DE OBJETOS PESSOAIS. NO DECORRER DA NOITE OUTROS JOVENS FORAM POSSUÍDOS E A GRITARIA FOI FEIA E ASSUSTADOR, POIS ELES QUERIAM CHUPAR SANGUE, AGREDIR AS PESSOAS E GRITAVAM MUITO SEM PARAR. NO DIA SEGUINTE A FUNAI E A POLICIA FEDERAL ENTRARAM NA COMUNIDADE PARA RESOLVER O PROBLEMA. SEGUNDO O DELEGADO O TUXAUA E SEUS ALIADOS QUE PROMOVERAM ISSO PODEM SER PENALIZADOS POR ESSE CRIME DE CÁRCERE PRIVADO. AS PROVAS DA CULPA DA FAMÍLIA ESTA BASEADOS EM PRINCÍPIOS CULTURAIS SEGUNDO O TUXAUA DA COMUNIDADE QUE PERANTE A JUSTIÇA NÃO TEM NENHUM VALOR JURÍDICO. PARA ALGUNS O TUXAUA ESTÁ SENDO VISTO COMO HÉROI, COMO UMA PESSOA QUE TEVE A CORAGEM DE FAZER JUSTIÇA, MAS PARA A MAIORIA DA COMUNIDADE ESTÃ SENDO VISTO COMO UM GRANDE CARRASCO, SEM AMOR A´SEU PRÓXIMO, COMO DIZIA O SENHOR: QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NUNCA PECOU, E O MAIS TRISTE DISSO TUDO É SABER QUE QUEM CAUSOU TUDO ISSO SÃO PESSOAS ESCLARECIDAS. PROFESSORES, GESTOR DA ESCOLA E AGENTES INDÍGENAS DE SAÚDE. OS ATAQUES AOS JOVENS AINDA ESTÃO CONTINUANDO, QUEM SERÁ O VILÃO DESSA VEZ SÓ FALTA DIZER QUE EU QUE SOU O CANAIMÉ DO CANAUANIM. KAIMEM..

quarta-feira, 2 de março de 2011

ATAQUE DE ESPIRÍTOS ATERRORIZA INDÍGENAS DA COMUNIDADE CANAUANIM /RORAIMA/BRASIL

desde Julho de 2009 a comunidade indígena canauanim localizada na região serra da lua municipio de cantá vem sofrendo ataques mistériosos em seus moradores. várias mortes inexplicáveis já aconteceram de forma mistériosa dentro da comunidade, e nos últimos seis meses o alvo principal tem sido os jovens que estão incorporando dentro de sí espirítos maus que ameaçam a vida de outras pessoas e anseiam por tomar sangue humano, os jovens que sofreram com essa perseguição também adivinhavam a vida de outras e previam o que ia acontecer futuramente, as vitímas são moças e rapazes que tem entre doze à 18 anos de idade. Para tentar resolver esse mistério as lideranças consultaram alguns pajés da região e da própria comunidade que em ritual de pajelança falaram que a comunidade estava cheio de tajá, plantas usadas pelos Kanaimés e que uma família que mora dentro da comunidade que se juntaram a outras cuidam dessas plantas que estão fazendo mal para toda a comunidade. O relato de alguns moradores é de que vários animais estão andando à noite aterrorizando os moradores em forma sobre humana. os pajé consultado falaram ainda que um macuxi que morava na comunidade e foi expulso o ano passado está também virando kanaimé que se aliou aos outros que ainda estão na comunidade, a suposta família suspeita também é acusada pelos rezadores de praticar feitiçaria em alguns moradores pela inveja que sente dos mesmos. ontem no dia 02 de março de 2011 o ataque aos jovens aconteceu em maior número, e os bicho atacaram seis jovens de uma só vez quase ao mesmo tempo, isso aconteceu por volta das três horas da tarde quando atacaram o jovem por nome Moisés que travou luta corporal com outros jovens, ele ameaçava se matar e foi contido por seus companheiros, segundo o relato de outros jovens que presenciaram a cena ele tinha bastante força e foi preciso cinco para contê-lo e falava que eles eram muito e que estavam maltratando muito, em seguida quando menos se esperava outro jovem que assistia tudo também foi atacado espiritualmente, começou a falar que era o fulano que estava dentro dele e que iria matar a filha de outro morador, o pai do garoto ficou desesperado e disse que iria fazer justiça com as próprias mãos. Depois outras duas moças foram atacadas ameaçando suas famílias, logo após mais outras duas filha de um professor também sofreram com ataque semelhante aos outros, o pânico foi geral na noite de ontem a correria foi grande e os jovens todos ficaram assustados, apavorados com muito medo, alguns vieram nessa mesma noite para cidade de Boa Vista para casa de parentes, outros não querem sair de suas casas. Os maus espiritos estão tomando conta do corpo de nossos jovens e dizem que ainda farão outras vitimas, como o pequeno João Paulo que foi atacado pelos rabudos quando voltava de uma festa, ele sofreu durante três dias e foi levado para o Hospital geral de Roraima, indo parar na UTI e não teve jeito, pois seu espirito ja estava morto.
oque estou relatando hoje aqui é a realidade que está acontecendo em minha comunidade, nunca na história de nossos antepassados aconteceu uma trajédia dessas, esse bicho kanaimé pode ser na vista dos ditos civilizados como mito, lenda, ilusão, invenção dos indios, mas essa é a nossa realidade. que Maruai nos proteja. Kaimem.

terça-feira, 1 de março de 2011

o cotidiano do povo wapichana do canauanim serra da lua Roraima

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POESIA AO KANAIMÉ O SENHOR DA MORTE


Essa poesia foi a vencedora do concurso de poesia do Festival Intercultural da Comunidade Canauanim região serra da Lua/Roraima em 2008, e foi publicada na revista "O MENSAGEIRO". e representada em dramatização pelos alunos do magisterio Indígena Tami´kan na comunidade do barro região Surumu, e essa é mais uma obra nossa sobre o kanaimé o Senhor da morte.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

AUTOR DO BLOG

Ivônio Solon é indio wapichana da região serra da lua, município de Cantá, Roraima, nascido na comunidade indígena Canauanim. Músico, cantor, compositor e poeta. toca violão e teclado, amante da natureza, da arte e da cultura Indígena que ao longo do tempo vem divulgando através deste blog. Já exerceu dentro de sua comunidade o cargo de tuxaua (Cacíque), lider maior. Sua profissão, Professor das série iniciais, formação superior em licenciatura em Pedagogia. O Autor ja fez várias pesquisas dentro de sua comunidade para saber informações orais dos antigos, as histórias, lendas, a convivência entre outros povos, as mudanças dentro da comunidade, o contato com os brancos, e a atual realidade como o contato com a tecnologia e o progresso.

APRESENTAÇÃO DO PARICHARA KABIXAKU NO PARQUE ANAUÁ

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TIMBÓ: A RAIZ VENENOSA

O timbó é uma raiz Venenosa encontrada nas matas das maioria das comunidades indígenas de Roraima. durante muito tempo nossos antepassados usaram esse veneno para fazer suas pescarias, isso contribuiu para a escassez de peixes em nossos lagos, rios e igarapés. famílias inteiras participavam dessas pescas e arrancavam na mata o timbó que é semelhante ao cipó esse é chamado o três quina, o outro é o de planta que geralmente é plantado nos quintais. o de raiz é batido com um cassete de pau até ser extraído o seu leite (veja figura) e depois é espalhado na água o veneno se espalha rapido e todos os seres vivos daquele ambiente são exterminados, geralmente (carangueijos, piabas, cobras, arraias,tracajás, jacarés etc), depois disso a água também fica contaminada, afastando os animais da mata ou campo que dependem da água para beber, fora os peixes que os parentes não conseguem pegar e apodrecem no outro dia. o timbó de planta faz o mesmo efeito, só que é menos venenoso que o de raiz. Atualmente em algumas comunidades essa prática está sendo banida e as lideranças tem colocado punição para os que insistem em usar esse metódo dentro da comunidade, essa punição está dentro dos regimes internos de cada comunidade. Temos que preservar o nosso ambiente para as nossas crianças, pois hoje em nossa comunidade os peixes e as caças estão cada vez mais difícil, os caçadores e os pescadores estão tendo que sair para caçar e pescar nas áreas dos fazendeiros, sendo ameaçados de morte pelo simples fatos da sobrevivênvia.    
 

A SAGA DE UM KANAIMÉ DE RORAIMA

as ilustrações e as histórias foram feitas por Sidnei Batista, que foi contada pelo seu avô, macuxi das serras do Uiramutã

Nos contaram os antigos que quando os cachorros do mato começam a uivar nas serras, as corujas a cantar, rasga mortalha à dar o agouro da morte, matinta pereira a assobiar é sinal que o rabudo vai atacar. Ele é mais conhecido como Kanaimé o espiríto da morte.

Lá nas serras do Uiramutã existia um Homem que morava em uma comunidade, vivia no meio de outras pessoas, mas o que elas não sabiam é que ele era um perigoso Kanaimé que matava gente para alimentar suas plantas Tajá, ele possuia várias delas cada um para cada ocasião. tinha planta para se transformar em vários animais do mato, planta para chamar caça, planta para pegar muito peixe, planta para amansar pessoas brabas, planta para viajar longe e não sentir cansaço nem fome e nem sede.
Na comunidade morava uma família, pai, mãe e um único filho. Eles trabalhavam na roça de onde tiravam o sustento da família.
Um certo dia o pai foi para roça sozinho e foi atacado pelo Kanaimé, ele lutou bravamente com o bicho, mas foi vencido.
À tarde quando o pai voltou da roça chamou o filho para conversar e disse à ele que quando voltava da roça viu uma raposa no caminho e uma coruja o estava acompanhando e aquilo representava sinal de kanaimé, pois esses bichos só andam à noite. o homem não contou nada sobre o ataque do kanaimé, pois não se lembra de nada o rabudo faz suas vitímas se esquecerem de tudo apagam sua memória por completo.
A tardezinha o homem saiu para pegar algumas lenhas na ilha perto de sua casa.
E novamente foi atacado pelo kanaimé, ele o segundou e só descansa quando ver sua vitíma morta por completa o homem puxou seu facão e lutou com o bicho até a morte.
O Homem já estava fraco do primeiro ataque e caiu desfalecido. o kanaimé cortou sua língua, quebrou seu pescoço, seu pulso e meteu folha em sua bunda.
Depois de algumas horas acordou e foi para sua casa, seu corpo estava todo dolorido, ele estava com muita dor de cabeça e febre altissíma.
O homem passou dois dias com muita febre alta no fundo de uma rede, sua família estava muito preocupada com seu estado de saúde, e chamaram o pajé da região para rezá-lo, mas ele disse que não havia mais nada à fazer, pajé lavou a mão de pilão benzeu e deu para o homem tomar, foi ai que ele falou que kanaimé tinha lhe matado.
No dia seguinte o homem faleceu, como pajé tinha previsto.
o Homem foi enterrado. Pajé disse à família que dentro de três dias o kanaimé ia em seu tumúlo para comer sua carne, e para matá-lo somente com bala de cêra benzida pelo pajé e seu coração deveria ser queimado vivo dentro de uma grande fogueira.
Seu filho resolveu então vingar a morte de seu pai e disse ao pajé que esperaria o bicho no cemitério.
Na mesma noite seguiu para o cemitério levando os cartuchos carregados com bala de cêra, facão e um farol para focar no bicho.

Chegando lá ele fez um giral para montar espera, como se esperasse uma caça.
Ele esperou uma Noite...
Duas Noites...
...E na terceira noite....
Finalmente o Bicho apareceu, ele chegou em forma de um animal, mas aos pouco foi se transformando em forma humana. o caçador o esperava com um grande ódio em seu coração e com as balas de cêra.
As luzes se acenderam e a bala veio junto com ela, o tiro foi certeiro no meio do peito, que o bicho caiu agonizando feito uma galinha quando está sendo morta.
o rapaz pegou seu facão que estava afiadissímo abriu o peito do maldito kanaimé e retirou seu coração.
Em seguida o jovem fez uma grande fogueira como pajé o tinha mandado fazer e jogou o coração do kanaimé dentro, mas o bicho não queria morrer e soltava de dentro do fogo.
Ele então resolveu retalhar o corpo do kanaimé e jogar um por um dentro do fogo que virou cinza. dizem que esse jovem foi perseguido pelo resto de sua vida por outros Kanaimés, mas desde desse dia ele se tornou pajé e onde tinha um kanaimé ele o reconhecia de longe, pois tinha suas orações. Essa história foi contada pelo avô do Sidinei Lima Batista, Macuxi do Uiramutã, RORAIMA-BRASIL.